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da Clá. A Puta Sou a Luxúria. Deslizo pelas entranhas de meros mortais atrás da realização de macabros desejos carnais. Sou a encarnação de toda podridão fetichista. Não me acanho em realizar os mais diversos prazeres e me divirto na sadomização alheia. Alimento adultérios, pedofilias, estupros; qualquer aberração que leve à minha realização. Mastigo sem dó o coração arrebatado de um pobre diabo, vítima de torturas pecaminosas, agora cego pela fartura da carne. Destruo a beleza de um lar abençoado com irônicos agarros a pequenos indefesos. Domino fracos e os uso até não sobrar um botão da vestimenta alheia, e então, desfruto de tal ocasião a onde quer que seja. Já mandei vários a prisões e exílios por seguirem fielmente aos meus comandos, mas nunca os abandono; crio monstros enfurecidos que arrancam a carne de qualquer vítima à disposição. Sou a tempos usada e conhecida, reconhecida como erro ou acerto em diversas civilizações. Deuses já foram criados para o meu culto, desculpas de orgias e vinhos, em outras, sou o pecado capital. O mais forte e belo e feio. Sou rainha e escrava, prostrada em camas, cadeiras, sofás e ruas, livre de pudores e amor. Sou obsessiva e viciada, a fantasia de qualquer depravado. Fetichistas, tarados, prostitutos, meu público é mais denso que essa camada sem vergonha. Faço parte do cotidiano e me insinuo nas mais inesperadas situações. Não é a toa que me aboliram dos céus e me arrastaram até as profundezas do inferno. Queridos meus, seguidores da infâmia, fartem-se nos meus apetites sexuais! Escrito por Clarissa P. Portugal às 17h24 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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