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da Clá. Sem título Sou poeta de esquina Gato de rua Malandro de favela Filho de mãe sem pai Detestada por poucos Amada por muitos Indigente de pouca fartura Aparentada da esperança Cantora de cabaré Atriz do bagaço Mera praga de verão Estreita e forte Marcado coração Tagarela de praça Britadeira de asfalto Que sobe no banco E grita! Sou eu, menina, Pequena, renegada como os espinhos de uma flor. Clamor de perdão Para Anne. Escrito por Clarissa P. Portugal às 13h54 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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